08 maio 2008



Pushing me


No meio de tantos seriados sobre vampiros, zumbis, super heróis, hospitais e investigação de crimes hediondos, que hoje preenchem a programação tanto da televisão aberta quanto da fechada, eis que surge Pushing Daisies. Um seriado bom, despretencioso e engraçado.
A princípio trata-se de um rapaz - Ned - que tem o poder de reviver as pessoas por 60 segundos, com apenas 1 toque. Ned, juntamente com o investigador Emerson, aproveitam esse poder para desvendar crimes e assim conquistar a recompensa oferecida pela família da vítima.

Tudo seria simples se não fosse o acabamento dos personagens, no maior estilo Amelie Poulain. Diálogos inteligentes com vocabulário sutil, sem falar da expressão facial dos atores que parecem ter saído de uma revista em quadrinhos. Os cenários e figurinos coloridos são um capítulo à parte, fazem com que Tim Burton tema com uma concorrência à altura.

Apesar dos crimes e investigações, o humor e amor pairam sobre Pushing Daisies. Pelo fato de Ned não poder mais tocar sua amada - Chuck - o carinho com que se comunicam e se olham é apaixonante e extremamente puro. E mais apaixonante ainda são as deliciosas tortas produzidas pelo protagonista.

Amar alguém sem poder toca-la vale a pena pelo simples fato de sua presença...Com esse enredo, pelo menos uma vez na semana, a morte fica em segundo plano.



24 março 2008



Just in time


Há quem passe pela vida sem saber oque é o amor. Sem nunca ter vivido ou ouvido um " Eu te amo " verdadeiro. Sem nunca ter sentido o calor do abraço e o beijo do amor incondicional.

Eu tive tempo de expressar todo meu afeto, de dizer milhares de coisas e sentir outras tantas. Eu tive tempo de abraçar, segurar na mão, brigar, chorar e fazer as pazes. Eu tive tempo para escutar, aprender, falar e me silenciar. Eu tive tempo. Não por saber do fim iminente, mas por ter vivido intensamente ao lado do maior amor da minha vida.

Apesar de ter aproveitado cada segundo e cada pedacinho desse amor, o tempo foi cruel. Cruel por ter sido curto. Cruel por ter me viciado no mais puro sentimento...Eu queria mais. Ela também queria mais.

18 dezembro 2007

Onde está o Natal?




A cidade está linda. Papai Noel está em alta. Casas, shoppings e praças estão enfeitadas com as mais variadas formas do "bom velhinho", legião de renas, doendes, árvores e luz, muita luz. No meio disso tudo, apenas alguns poucos e pequenos presépios, mostram o verdadeiro motivo da data.

Natal não teria esse nome se ninguém tivesse nascido em 25 de dezembro há 2007 anos - E não foi o Papai Noel que nasceu nesse dia, também não havaim renas em Belém - Teoricamente essa é a data mais importante para o Cristianismo, é o nascimento Daquele que viveu e morreu em seu propósito de humanizar aquilo que já estava perdido. Apesar de existirem milhares de cristãos espalhados pelo mundo, poucos são aqueles que colocam o menino Jesus na manjedoura no dia 25, fazem uma prece em ação de graças ou que trocam presentes no dia de Reis. A grande maioria está mais interessada em torrar o 13º salário em prestações que durarão até dezembro do próximo ano.




A magia está no ar, mas o Natal está perdendo seu espírito. Não acho errada toda essa decoração das cidades. É bonito. Errada é essa inversão de valores. É não ensinarmos às nossas crianças o verdadeiro sentido das coisas, é não colocarmos em prática esse sentido. Errado é trocarmos a história por uma lenda.

Nem tudo está perdido, no meio dessa bagunça toda há aqueles que aproveitam o clima natalino para reconciliações, outros praticam caridade - ainda que uma vez por ano - e pessoas se esforçam para se reunir com seus amigos ou familiares distantes, nem que seja com o interesse de ver oque há embaixo da árvore.

28 outubro 2007

Na companhia do medo




E eu pergunto: qual será a cura para o medo? Não medo de escuro, baratas, montanha-russa ou avião. Não. É aquele medo que surge sorrateiro, derruba o otimismo e abala nossa fé. Um sentimento que vem junto com a angústia, muito forte, que causa cólicas no estômago, calafrios, tremores, formigamento na ponta dos dedos e que, geralmente, quando vai embora nos deixa atordoados e com dor de cabeça como recordação.


Sentir medo é saudável. É o tempero da vida passando em nossas veias, que nos empurra ao desconhecido quase como um desafio aos nossos próprios limites, podendo causar até um certo prazer quando vencido. Mas esse outro medo é diferente. É o medo do mau, que faz com que a adrenalina seja usada inutilmente, uma vez que não estamos enfrentando nada físico ou real. Medicamentos psicotrópicos, chocolate, abraços amigáveis, terapia e exercícios físicos são artifícios que podem ajudar, mas não curam. São coadjuvantes na tentativa de se aprender a viver com esse sentimento tão cruel. Talvez minha pergunta então seja outra: por que sentimos esse tipo de medo? Não consigo achar uma explicação plausível para sua existância. Nem a fisiologia nem a psicologia me convencem.


Eu sinto esse medo - agora com mais freqüência - e não gosto. Quero saber de onde ele vem e porquê. Assim, quem sabe, possa aniquila-lo e poupar minhas células desse estresse desnecessário, deixa-las livres para sentir o medo do bem. Quero que as noites em claro voltem a ser aquelas passadas entre amigos e que, a adrenalina, só apareça quando eu estiver diante de um navio.

15 outubro 2007

...

Aaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...

24 setembro 2007

Monique and the Chocolate Factory

Sim. Eu confesso. Fui eu. Eu comi os 3 últimos chocolates da caixa de bombons finos vindos da Alemanha. E é muito provável que eu tenha comido os 20 primeiros também. E foi por puro prazer.

Chocolate é o meu maior pecado, e meu melhor amigo também. Não só meu, mas acredito que da maioria das mulheres. É um pedaço do céu ao nosso alcance, capaz de acalmar um coração partido, incendiar o início de um relacionamento ou apenas abrir um delicioso sorriso, a qualquer momento. Experimente comer um chocolatinho assim, no meio do dia para ver como tudo volta a estaca zero...os problemas podem não se resolver mas que ficam menos amargos, isso ficam. É tão verdade, que na minha última viagem fui capaz de gastar cerca de R$ 100,00 só em chocolates e derivados, afinal de contas - só se vive uma vez!

Existem inumeras pesquisas que mostram os malefícios e os benefícios do chocolate, se bem que agora não consigo lembrar de nenhuma desvantagem - acho que é isso que chamam de memória seletiva - enfim, oque realmente importa é sabermos que o chocolate reduz os riscos de problemas cardivasculares, melhora a memória, combate o envelhecimento precoce, alivia o estresse e causa muito prazer. Não interessando se tudo isso só será ativado com apenas 30 gramas por dia de chocolate meio amargo, oque interessa é que o chocolate deve fazer parte da nossa dieta se quisermos ser pessoas mais felizes.

O chocolate é tão importante que os cristãos, capitalistas, o incorporaram em uma de suas datas mais importantes. A Páscoa é de longe meu feriado preferido. Ao celebrarmos a vida, banhamos nosso dia com o melhor desse quitute...e o melhor, sem culpa. Quer imponência maior doque essa?


Todos os povos tem influência na história do chocolate. O cacau atravessou o mundo e virou moeda corrente. Hoje, está em todos os lugares, acessível, com preços dos mais variáveis e com gostos dos mais variáveis. Sim. Sou chocólatra assumida. Mais doque isso, sou uma apreciadora dessa iguaria, que mesmo com medo do personagem, casaria com Willy Wonka só por interesse na herança...mesmo porque Johnny Deep conhece os segredos dos chocolates de Vianne Rocher.

Seja lá quem tenha transformado uma semente em prazer, eu certamente daria um beijo na boca de quem inventou o chocolate.


14 setembro 2007

Conectando à mídia...


A internet entrou na minha vida sem que eu percebesse, foi aos poucos, e de repente ela estava lá, 24x7. Assim como toda a tecnologia que cerca o homem, que vem como uma novidade, a solução para algum problema, nem que seja para economizar 5 minutos do nosso precioso tempo. Quando nos damos conta, estamos dependentes. O grande problema não é a dependência em si, mas a velocidade com que as coisas acontecem, nos obrigando a atualizações mensais...algumas vezes semanais. Não sei se consigo acompanhar tudo isso, na verdade acho estranho, uma certa perda de tempo. Se algo vai mudar daqui a pouco, por que tenho que aprender a mexer nesse aqui, agora? Eu gosto de aprender, mexer, dominar, me acostumar e daí sim mudar. Se eu for esperar todo esse processo acontecer, uma era tecnológica me deixará para trás...e olha que eu até sou bem espertinha para a cor do meu cabelo =)


Cada vez que me encontro com meus amigos tem uma novidade acontecendo, ou é um site interessante, um vídeo novo no youtube, a nova música de uma nova banda que eu nem sabia que existia, uma nova forma de baixar o mundo em apenas 17 segundos....Ahhhhhhhh!!!! Devo confessar que as vezes me sinto um peixe fora d´agua, até mesmo com vergonha de não saber sobre oque eles estão falando. Daí, eu me esforço, presto bastante atenção, chego em casa e vasculho tudo no Google...mas na semana seguinte as coisas mudam, eu me perco e volto "pras cavernas".



Vamos concordar que essa fase "Open up your life" também não ajuda muito, é tanta apelação como orkut, myspace, second life, flickr, twitter...eu mal dou conta de manter esse blog atualizado!!!

Mas...e aonde fica todo o resto do meu conhecimento? Me torno uma pessoa menos interessante por não saber qual é a mais nova sensação do momento que irá durar 24 horas? As informações que eu tiro dos jornais, revistas e discussões não valem nada? Eu também quero saber oque eles sabem, mas também quero ter valor se eu não souber.



Acho que o jeito vai ser mesmo eu me aproximar mais dos meus amigos high-tech, passar mais tempo fazendo a lição de casa me atualizando, porque o mundo não vai parar para cultuar os "atrasadinhos".

Obs.: eu juro que tentei, mas não consegui colocar um vídeo do youtube nesse post. Uma hora eu aprendo.

19 junho 2007

A uma amiga




Depois de muito tempo sem escrever, hoje venho aproveitar meu pequeno espaço para prestar uma homenagem a uma amiga muito especial, que há algum tempo espera para continuar sua jornada em nossas vidas. Como muitos sabem tenho uma amiga que está na fila de transplante por um novo coração. A luta não está sendo fácil, mas a Ana tem sido surpreendentemente forte, e é por essa força que presto essa homenagem.
O texto a seguir foi escrito por ela, para que pudessemos sentir um pouco daquilo que tem passado, além de nos fazer ver que não devemos perder as esperanças...nunca!





O ato de doar órgãos é um ato de amor ao próximo


“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”(Salmo 45)

Dificuldades e provações estão presentes na vida de cada um de nós. São superadas com menos sofrimento quando entregamos nossas vidas nas mãos de Deus e enfrentamos os obstáculos confiantes de que Ele está ao nosso lado.

Há seis meses estou na lista de espera por um transplante de coração. Desde criança sofro com problemas cardíacos. Apesar de todas as limitações impostas pela doença, tive uma infância e adolescência felizes e um promissor início da minha vida adulta.

Recebi como presente uma família abençoada, amigos e colegas sempre presentes e dispostos a me ajudar constantemente, nas mais diversas situações.

Embora com todos os tratamentos e cuidados médicos, sempre seguidos, a doença cardíaca evoluiu, e agora, aos 26 anos, dependo do transplante para retornar à minha vida de onde ela parou.

Quando escutei a palavra “transplante” pela primeira vez, meu desespero e angústia foram tamanhos, que eu chorava em todas as consultas médicas. Inúmeras vezes chorei em silêncio, pedindo a Deus que curasse meu coração. A idéia de trocar meu coração era apavorante. Como iria viver com um órgão tão vital que não era meu? E por quanto tempo eu ficaria na fila de espera e em que estado?

Os medos eram enormes, a falta de informação sobre o assunto também, e, admito, questionei minha fé. Entretanto, nos momentos de angústia e dúvidas, recorri à palavra de Deus, e sempre me sentia aliviada e confiante no futuro.

Passei a compreender que Deus é Pai, e Ele quer o melhor para mim, para você, para cada um de nós, pois somos seus filhos e o amor dele está acima de todas as dores e sofrimentos aos quais somos submetidos. Assim como meus pais querem me poupar de qualquer dor, o amor do Pai Eterno é incondicional, e Ele sabe o que é melhor para seus filhos.

Entreguei meu coração a Deus, e em dado momento Ele decidiu que eu e todos ao meu redor estávamos preparados para enfrentar o transplante.

O processo de mudança de cidade (moro em Curitiba) e a bateria de avalizações e exames para o ingresso na fila deram-se de modo relativamente fácil. A equipe que me atende é altamente competente e iluminada. Com a presença de Deus em nossas vidas reunimos todas as pedras que apareceram no caminho e com elas contruímos nosso castelo de proteção.

Não me sinto mais sozinha, desamparada ou descrente.

A doença continuou avançando, e logo após o meu 26º. aniversário fui internada no INCOR, aonde cheguei passando muito mal. A falta de ar e o cansaço eram tão grandes que nem falar eu conseguia mais!

A insuficiência cardíaca é uma doença que maltrata muito o paciente. Tinha fome, mas não conseguia comer porque cansava. Aquilo que eu conseguia ingerir era colocado para fora em seguida. Atividades como banho, pentear o cabelo e escovar os dentes tornaram-se esgotantes maratonas, e não consigo mais executá-las sozinha.

Somente quem tem ou já teve insuficiência cardíaca entende o grau desse cansaço. É algo inexplicável.

O transplante é a cura de minha doença e minha única opção. Estou no hospital desde o dia 26 de abril, e apesar de estar na fila em prioridade, por conta da gravidade do caso, é triste saber que o número de doações de órgãos caiu drasticamente.

A doação de órgãos ocorre somente quando é constatada a morte encefálica, através de uma rigorosa avaliação médica. São necessários empenho e dedicação de inúmeros profissionais, e a doação somente se concretiza mediante a autorização da família do doador.

A recusa familiar acontece em 30% dos casos, número elevado que, aliado aos demais problemas da área de saúde em nosso país, faz com que milhares de pessoas aguardem muito tempo por um órgão e, em muitas ocasiões, venham a falecer.

A possibilidade de um homem comum retirar um órgão de alguém falecido e transplantá-lo em uma pessoa doente, e esse transplante representar a cura e o retorno a uma vida normal, é um milagre de Deus.

O ato de doar órgãos é um ato de amor ao próximo.

Sei que não é fácil dizer “eu sou um doador”, mas sabendo que só a vida Eterna dura para sempre devemos pedir coragem ao Pai, e juntos conseguiremos vencer o que humanamente parece ser impossível. Qualquer um de nós pode vir a precisar de um transplante de órgão, até mesmo você!

Pai, peço-te que sensibilizes o coração de cada ser humano, para que não seja apegado ao corpo material. Sobretudo porque pode ajudar na sobrevivência do irmão que se encontra ao lado.



ANA CAROLINA MOREIRA ZARPELLON

13 abril 2007

All we need is love









Acho que 70% dos problemas do mundo se resolveriam se fossemos apaixonados. Apaixonados uns pelos outros, se nos dessemos conta da grandeza desse sentimento e aonde ele pode nos levar - aqui não entram os exageros passionais, pq tudo em excesso é prejudicial. O amor faz com que uma mulher abra mão de sua vaidade só para ver seu filho feliz, e ela não cobra nada por isso. O amor nos tira o sono e nos dá disposição para enfrentar o dia. Em doses homeopáticas, o amor faz qualquer um sorrir =)

A boca fala daquilo que o coração está cheio. Presumo que eu esteja apaixonada, quem sabe?!Talvez não uma paixão Shakespeariana e sim algo mais brando, um amor mais singelo e inocente, que a distância e a saudade fazem aflorar...a saudade é o primeiro sintoma de amor. Como faz falta o abraço de um irmão, o toque de alguém próximo, o rabo abanando dos meus melhores amigos. Esse é o amor mais valioso, o amor incondicional, que faz com que você seja amado simplesmente por ser quem você é!


Vamos todos nos abraçar, nos tocar, beijar, trocar gentilezas, nos importar com a alma do mundo. O amor é grátis!!
Ah...vem cá e dá um abraço!!!!

07 março 2007

What happens now?

Preserve a natureza!
O mundo pede socorro!
Plante uma árvore!
Salve o planeta Terra!


Essas foram as frases ditas há algum tempo e que deveriam ser seguidas. Frases que poderiam ter mudado o rumo da história, que poderiam ter salvado o Planeta Terra, se não fossem apenas frases e sim ações. Elas já se tornaram piegas, básicas e mesmo assim o relatório da ONU é assustador. Assustador porque em pouco mais de 20 anos a Terra estará transformada. A temperatura irá subir 4°C, as geleiras começarão a derreter, o nível dos oceanos subirá até 60 cm, fazendo com que as costas continentais e ilhas desapareçam. Em pouco mais de 20 anos as chuvas tropicais se transformarão em violentos ciclones e as estações do ano se resumirão a um tórrido verão.
Muito se fala dos países que não assinaram o tratado de Kyoto, mas é fácil responsabilizar alguém. A culpa não é unilateral. A culpa é dos americanos que fazem questão em não diminuir a emissão de gases poluentes, é dos gregos que não reciclam lixo, dos japoneses que inventaram "bens duráveis" descartáveis, dos brasileiros que devastam a mata nativa visando o lucro da madeira e da agriculura irresponsável. Todos nós somos culpados. O ser humano conseguiu destruir o único lugar que pode viver.


O estrago está feito. Não tem como voltarmos no tempo, arrumarmos as malas e mudarmos de planeta, comprar alguns metros de camada de ozônio e fazer de conta que nada aconteceu. As mudanças que fizermos agora, talvez, só sejam notadas na segunda metade desse século, e mesmo assim é igenuidade pensar que ações isoladas irão fazer a diferença. Essa é uma luta onde todos precisam mudar.


Recentemente os países da União Européia se propuseram a diminuir os gases poluentes em 20% nos próximos 13 anos, podendo esse valor passar para 30% caso os EUA se comprometam a também diminuir seus níveis. O Brasil está criando um Plano Nacional para suavizar o impacto, buscando alternativas de energia, se conscinetizando do perigo.

O ser humano é uma das espécies mais adaptáveis da natureza, mas precisamos pensar que as mudanças climáticas atingem também os seres mais sensíveis. O solo, a vegetação e a nossa rica fauna não resistirão ao aquecimento. É triste pensar que as próximas gerações só entrarão em contato com a natureza através de livros e fotos, e que um urso polar vai ser só uma marca de refrigerante.

01 março 2007

Online...mas ausente





Eu sei...nunca mais postei. Parece que esqueci do mundo, mas eu tô na área...só observando na verdade. Tenho vários temas para as próximas postagens, mas não sei quando terei tempo para publica-las. A coisa aqui está louca, só estou escrevendo mesmo para não perder o blog por falta de uso....hehehehe.

Tudo bem, mas se estou com tempo para escrever isso, tenho tempo para postar algo mais interessante, certo? Certo, mas acontece que estou no meu horário de trabalho, escondida, fugindo da chefe....Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!



Aqui muitas mudanças ocorrendo, a vida no interior parece pacata e é mesmo, no entanto ainda não consegui me ajeitar, arrumar um cantinho, descansar. Quando estiver tudo mais ou menos eu volto para colocar meus pensametos no "papel", enquanto isso continuo passando calor em Nova Aurora =)

02 fevereiro 2007

A vida é assim...


Era para 2007 ser melhor. Era para minha primeira postagem do ano ser feliz e cheia de esperança, mas vou abrir uma, apenas uma exceção. É inevitável. Não posso deixar de prestar essa homenagem.
Hoje e por um bom tempo estarei de luto. Minha inimiga número 1 passou e levou meu tio. Se bem que é melhor acreditar na explicação dada aos meus priminhos: " Papai do céu precisava de alguém para tirar sarro do pessoal lá de cima.".


Foi muito rápido. Inacreditávelmente rápido. Em pouco mais de um mês, aquele homem forte, cheio de vontade de viver, que apenas começara a desfrutar sua tão suada aposentadoria, foi tomado por um câncer que o consumiu de uma maneira muito triste.

Durante esse período pude refletir sobre o tempo e o domínio da morte em nossas vidas. É preciso viver, arriscar, sentir...fazer! Como e quando? Isso é consequência e não empecilho. Nesse momento a frase que mais faz sentido é a de John Lennon : " A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro."


Espero mesmo que meu tio esteja tirando muito sarro do pessoal lá de cima, porque aqui embaixo ele fará muita falta. Mas se a vida é assim...que seja.

Fique em paz e até qualquer dia.

27 dezembro 2006

Oque aconteceu com 2006?

Passou o Natal. A loucura das compras agora vira a guerra da troca dos presentes ao nosso gosto. Depois de tudo chega a hora de lavar a louça de 2006 e arrumar a casa para 2007, fazer o balanço e as provisões, e é nessa hora que eu me perco. Esse ano foi estranho, não foi bom nem ruim, foi simplesmente diferente. Um ano em que minha vida entrou em inércia, estagnou de uma maneira que me assustou. Imaginei que isso pudesse acontecer aos 80 anos quem sabe, mas não agora.
Comecei a fazer uma lista das coisas boas e ruins que aconteceram esse ano e eu não fiquei feliz em ler, mas também não fiquei totalmente triste, olha só um pedaçinho:

  • Apesar do dilúvio minha formatura foi maravilhosa
  • Completei o 3º grau mas nunca trabalhei na minha área
  • O destino me afastou dos novos amigos mas me trouxe de volta aos velhos
  • Minha vó morreu mas minha mãe venceu mais um ano
  • Meu irmão foi embora mas logo voltou
  • Minha irmã voltou mas logo foi embora
  • Chorei mas dormi tranquila
  • Não perdi mas também não ganhei

Isso foi só um pouco doque aconteceu na minha vida, faltam os acontecimentos do coletivo, que são como curingas e entram no saldo de toda a sociedade...nos preocupamos tanto com o sobrepeso e as bolhas do Ronaldinho que esquecemos de demitir o chefe da nação. Perdemos a vergonha na cara, banalisamos o crime, perdemos um símbolo nacional da aviação, absolvemos bandidos, reelegemos caçados e elegemos palhaços...

Porém ganhamos o Mundial Masculino de Vôlei, o povo tomou conta da Câmara dos Deputados, as pedras rolaram em Copacabana, a Polícia Federal se esforçou, o país continuou tropical e bonito por natureza.

Peço desculpas se pareço rancorosa, mas essa é minha maneira de me despedir de um período que não foi branco nem preto, foi cinza. Acho que não vai ser difícil 2007 superar seu antecessor. Não quero fazer planos, os sonhos continuam os mesmos e crescendo, eu só espero que no ano que está por vir a inércia e a estagnação acabem e eu consiga engatar a 1ª.

17 dezembro 2006



Ok, entrei...e agora? É tudo novo. Não sei direito oq fazer, não sei se alguém vai ler. Pra falar bem a verdade nem sei se eu quero escrever...será? Sempre achei essa história de blog muito estranha, invasivo, me da medo. Medo de pensar que outros estarão lendo meus pensamentos, comentários, estarão montando um ser, traçando um perfil, podem me usar contra mim...que petulância a minha, não?
Quanto tempo isso vai durar????
Também não sei...